O COMBATE AO CRIME DE ONTEM E DE HOJE NO RN

fogoQuando em perigo o homem clama por Deus e chama a polícia.

Passado o perigo ele esquece de Deus e amaldiçoa a polícia.”

Houve um tempo em que Natal era considerada a capital mais segura do Brasil. Crianças jogavam futebol nas ruas e as famílias conversavam nas calçadas em suas cadeiras de balanço, rente aos muros baixos de suas casas. Os bandidos perigosos eram conhecidos pelo nome e estavam ou mortos ou presos na famosa penitenciária João Chaves. A polícia era respeitada pela população e temida pelos criminosos.

Lembro bem de um relato de um policial aposentado que dizia que certa vez abriu a porta de uma cela e desafiou um dos criminosos conhecidos da época( não lembro exatamente qual era ele do “trio ternura”que era composto por Naldinho do Mereto, Paulo Queixada e Nego Demir): fuja! Disse ele. E o preso respondeu: fujo nada! Aqui estou seguro. Se for lá pra fora a polícia vai me pegar!

Muita coisa mudou e é preciso que todos nós enquanto sociedade reflitamos o que deu errado para estarmos NÓS hoje aprisionados em nossas próprias casas, pelos criminosos de hoje. Basta olhar para os muros altos das casas e prédios dos dias atuais, cheios de cercas elétricas e concertinas, para os olhos temerosos dos atendentes e comerciantes toda vez que entra alguém no seu estabelecimento, para observarmos que perdermos as ruas da nossa cidade para os bandidos. A paz social foi sequestrada pelo crime e precisamos resgatá-la enquanto ela ainda respira.

O que está acontecendo nos presídios do nosso estado é exatamente o mesmo fenômeno de ascensão do Crime Organizado que ocorreu no Rio de Janeiro nas décadas de 70/80 com o Comando Vermelho e com São Paulo na década passada com o PCC.

O que torna situação atual ainda mais grave no âmbito da segurança pública é que, ao contrário dos dois casos anteriores, passamos a ter de uma polícia que tinha ampla autonomia e respaldo jurídico de ação para uma polícia com as mãos atadas pelo Marxismo Cultural que hoje se traveste de Direitos Humanos, Politicamente Correto e Garantismo Penal. Como a visão marxista se tornou hegemônica no nosso país o criminoso, hoje eufemisticamente chamado de “infrator social”, deixou de ser tratado culturalmente como bandido para se tornar uma “vítima da sociedade”, muitas vezes glamourizada, romantizada e defendida pela mídia e por grupos radicais. A verdadeira vítima parece ter sido completamente esquecida nesse processo.

A polícia passou a ser caricaturada por esses grupos de extrema-esquerda como uma instituição fascista e racista que entra nos guetos para atirar à esmo com finalidade de promover o panfletário “genocídio da juventude negra da periferia”(tese esta que surrealmente apareceu na campanha eleitoral presidencial do PT no ano passado).

Destes vários anos de promoção de uma cultura antipolicial de ódio(ou policiofóbica) não tardou para que a sociedade, que antes respeitava estes profissionais, absorvesse essa carga de antipatia e psicopatia por osmose, e passasse a desprezar os operadores de segurança pública a ponto de quase ninguém mais demonstrar empatia quando um policial é assassinado por marginais.

Paradoxalmente ao fortalecimento do Crime Organizado está em curso um verdadeiro desmonte do arcabouço jurídico de garantia e proteção à atividade policial. Fazendo uma analogia simples é como se o próprio dono da fazenda arrancasse os dentes e as garras de seus cães pastores, deixando-os à mercê dos lobos que atacam e dilaceram impunemente as ovelhas de sua propriedade.

É senso comum que quando uma infeção se agrava – e o crime pode ser considerado uma infecção social – deve-se utilizar uma mistura de remédios mais fortes e terapia intensiva. No âmbito penal as correntes dominantes, todas de raiz marxista, pregam o contrário. O garantismo penal (monocular hiperbólico) transformou a sociedade brasileira em ratinhos sacrificáveis de laboratório, onde a perda da vida de 64000 brasileiros assassinados mostra, todos os anos, que inevitavelmente a realidade se impõe à ideologia, e que ideias que não correspondem aos fatos podem ter consequências gravíssimas.

Tais ideias são tidas hoje como modernas de jovens estudantes que estão nos bancos das faculdades de Direito à muitos juristas que estão na Magistratura e no Ministério Público. Mesmo com o crime organizado se alastrando como um câncer em metástase dentro e fora dos presídios a preocupação do Conselho Nacional do Ministério Público, em sua visita ano passado ao RN, era colocar lupas e microscópios nas mortes de marginais armados e violentos em confronto com a polícia. Tal atitude parecia colocar todos os policiais em suspeição e fazer forte pressão para a revogação da figura do auto de resistência, uma das poucas garantias legais de atuação que ainda restavam para os homens que arriscam suas vidas combate ao crime nas ruas. Não se deve negar que existem abusos e execuções – que correspondem à frações mínimas – mas criminalizar a atividade policial neste momento de violência galopante é como se preocupar com o feijão queimando no fogão e esquecer que toda a casa está incendiando, com várias pessoas correndo risco de morrerem queimadas!

A audiência de custódia, que surgiu com a promessa de agilizar o processo penal, se revelou um instrumento de intimidação à atividade policial e uma emblemática promotora da política de desencarceramento que tem servido na prática como um estímulo oficial à impunidade.

Se queremos mudar a dura realidade que nos bate à porta não bastam agora tardias notas de apoio à polícia. É preciso que velhos paradigmas baseados em falsas premissas sejam definitivamente enterrados, ou todas as ações operacionais da polícia serão um risco           n´àgua, pois bandidos perigosos continuarão sendo soltos. A ideia absurda que “prender não resolve”(como se soltar fosse ideia melhor!) resultará numa política carcerária que continuará a não criar novas vagas, e aí, como consequência última, de renúncia em renúncia ao bom senso, a civilização sucumbirá definitivamente à barbárie.

Filipe Bezerra é cidadão potiguar.

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14 comentários sobre “O COMBATE AO CRIME DE ONTEM E DE HOJE NO RN

  1. Perfeita sua leitura, Filipe! A esquerda maneirou todo um arcabouço jurídico positivado que praticamente convida a bandidagem ao mister de vilipendiar a sociedade sob as barbas da impunidade, enquanto a polícia foi tornada instituição opressora. Isso precisa mudar IMEDIATAMENTE!

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  2. É SIMPLES: AS FORÇAS ARMADAS TÊM QUE VOLTAR A DIALOGAR COM OS BANDIDOS. E O ÚNICO DIALETO QUE ELES CONHECEM É BALA! TACA FOGO NESTES BASTARDOS. EXTERMINA A PRAGA. CORTA O MAL PELA RAIZ. GASTA AS BALAS COM ALVOS REAIS.

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  3. NOTA AO GOVERNADOR

    Os “824” convocados da PM foram chamados administrativamente para o preenchimento de 1374 vagas criadas, realizando efetivamente a segunda etapa. Foram beneficiados por duas liminares em ações em que não são parte. Uma mandando publicar o resultado da 2° etapa e outra realizar a 3° e 4°. O governador está se aproveitando pra fazer parecer, que o processo está obstando a continuidade do certame a estes, porém, após chamado administrativo, não tem nada haver com validade, pois vincula a administração pública a nomeá-los.

    Senhor Governador, não há empecilho, se quer, de ordem fiscal, conforme havia sustentado anteriormente, tanto, que há pretensão de vossa parte na realização de concurso para novas 3.000 vagas, embora a verba para provimento de suas vagas (“824”) tenham sido consignadas na Lei Orçamentária Anual de 2011, que foi reservada para efetivar estes homens e não se sabe como foi empregada.

    À priori, não seríamos uma solução imediata para a onda de terror que assola nosso estado, porém, seriamos significativo aumento ao efetivo da Polícia Militar, já que totalizamos quase 700 homens aprovados, que já realizaram 3 das 4 etapas, faltando apenas o Curso de Formação, por outro lado, um novo concurso irá demandar aproximadamente um ano para o serviço ostensivo.

    Não há empecilho judicial, a Ação Civil Pública não guarda relação com os “824” convocados, como, também, não se correlaciona com questão de validade de certame, haja vista, chamado asdministrativo para a segunda etapa, conforme necessidade e oportunidade da Administração Pública.

    Por tanto, há, sim, meios legais e vasta jurisprudência, no sentido de dar continuidade ao certame e o senhor possui estes subsídios legais.

    O interesse social está acima de qualquer lei e, sendo assim, reiteramos a necessidade do empenho de vossa excelência para mais uma vitória da sociedade em detrimento dos números alarmantes da violência em nosso estado.

    Atenciosamente,
    Comissão dos “824” convocados da Polícia Militar do Rio Grande do Norte.

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  4. Faço minha as suas palavras, apóio totalmente. Se existem vítimas, somos nós cidadãos honestos e trabalhadores, acabou hoje não só no RN, mais em todo o Brasil o respeito pelas autoridades policiais. Uma sociedade onde os papeis são invertidos, direitos dados a bandidos e deveres aos cidadãos. Me indigna ver tamanho absurdo e não podermos fazer nada, porque não ha uma reformulação nessas leis, onde só quem são beneficiados são os bandidos. Gente o Brasil precisa reagir, deputados e senadores, vocês que legislam nosso país, pelo amor de Deus, será que não estão vendo o que nosso pais esta se tornando? Não podemos ficar a mercê desses meliantes, não podemos ficar de braços cruzados diante de tanta inversão de valores. Não me conformo e não aceito isso como forma de vida, a situação ta caminhando para uma guerra civil, onde nós civis teremos que guerrear para nossa própria sobrevivência. Será que não temos direitos ao mínimo do mínimo, o direito de ir e vir, previsto como principio básico da nossa Constituição, o que vemos a toda hora a nossa carta magma ser rasgada e esfregada na nossa cara, como se fosse um rascunho. Isso é lamentável e indignante. Espero que tudo isso que esta acontecendo hoje, seja apenas um capítulo que será escrito na nossa história e que um dia possamos ler e dizer que precisou que tudo isso tivesse acontecido, para que hoje reine a paz no nosso país. Espero ta viva ainda pra ver, e ver um dia meus filhos ou netos usufruírem do que um do eu e muitos da minha geração tiveram o direito, de brincar nas ruas e irem a festinhas e nossos pais terem a certeza do nosso retorno aos nossos lares.

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  5. São estes juristas e DH’s de faz-de-conta, um bando de covardes, oportunistas! Não se importam com a dor de ninguém! Daqueles que saem para trabalhar, e têm suas vidas ceifadas por bandidos cruéis, sejam eles de qqr idade, isto pq o governo os alimenta e protege em sua farda e nababesca rede de corrupção.Afinal não são eles saem às madrugadas para enfrentar filas para médicos, transporte, etc. Não são elas que gritam por um socorro que não chega a tempo na maioria das vezes, pq têm tais serviços a seu dispor custeados pelo povo, pela máquina pública corrupta. Defender bandidos dá estátus na ONU e COMISSÃO INTERNACIONAL DE D.H. Mas ao cidadão que não tem se quer o comer, cujos filhos são vilipedeados nas escolas onde o dinheiro da merenda escolar foi desviado , e os professores ainda têm, por piedade, que fazer vaquinha para que as criançada passem fome , e prejudique ainda mais seu desempenho intelectual. Isso é desumano! E onde estes juízes, promotores, ministros, DH escondem suas caras omitem suas vozes? Até seremos , policiais e cidadãos, como um todo, vitimadores aos invés vítimas destes monstros? Joel Santos.

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    1. São estes juristas e DH’s de faz-de-conta, um bando de covardes, oportunistas! Não se importam com a dor de ninguém! Daqueles que saem para trabalhar, e têm suas vidas ceifadas por bandidos cruéis, sejam eles de qqr idade, isto pq o governo os alimenta e protege em sua farda e nababesca rede de corrupção.Afinal não são eles saem às madrugadas para enfrentar filas para médicos, transporte, etc. Não são elas que gritam por um socorro que não chega a tempo na maioria das vezes, pq têm tais serviços a seu dispor custeados pelo povo, pela máquina pública corrupta. Defender bandidos dá estátus na ONU e COMISSÃO INTERNACIONAL DE D.H. Mas ao cidadão que não tem se quer o comer, cujos filhos são vilipedeados nas escolas onde o dinheiro da merenda escolar foi desviado , e os professores ainda têm, por piedade, que fazer vaquinha para que as criançada passem fome , e prejudique ainda mais seu desempenho intelectual. Isso é desumano! E onde estes juízes, promotores, ministros, DH escondem suas caras omitem suas vozes? Até seremos , policiais e cidadãos, como um todo, vitimadores aos invés vítimas destes monstros? Joel Santos.

      Onde lê-se farda nababesca, lêia-se farra.

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  6. Excelente discurso! Que sirva de reflexão para esses juristas que se encontram no Ministério Público defendendo bandidos, tirando a força da nossa polícia e arrasando com os cidadãos de bem!

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